ConnectBio traz desafios, dificuldades e perspectivas sobre uso de bioinsumos Assessoria de Comunicação (ASSECOM)
12/01/2022

O INOVA RS promoveu, na primeira quinzena de novembro de 2021, a 3ª Jornada de Inovação no Agronegócio com integrantes de startups de biotecnologia, focado em discussões acerca do incremento tecnológico na produção de bioinsumos. O encontro ocorreu de forma virtual, através do Facebook da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT).

Durante o bate-papo foram tratadas as oportunidades, dificuldades e perspectivas da empresa ConnectBio,  projeto da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), atuante na formação de produtos para o agronegócio. A Universidade Franciscana (UFN), vinculada à matriz na Região Central gaúcha, tem como objetivo impulsionar projetos científicos para gerar proximidade de empresas atuantes na cadeia de alimentos no seu Ambiente de Inovação (ITEC)

A ConnectBio surgiu em fevereiro de 2021 e lida especialmente com a análise da ‘saúde do solo’, diante do uso de fertilizantes e outros bioinsumos usados em diferentes safras. Essa análise parte do princípio do estudo acerca das enzimas presentes no solo (análise enzimática), o que resultará em melhores percepções sobre a qualidade dos bioinsumos utilizados.

Alexandre Rieger, sócio cofundador, acredita que os maiores desafios existentes é fazer com que os produtores passem a avaliar mia seguidamente o solo em que cultivam, verificando se está em boas condições e apresentando qualidade. Assim, segue a avaliação do estilo de bioinsumos utilizados, caso os produtos sejam agressivos ou mostrem resultados negativos à qualidade do solo, novos produtos são elaborados ou indicados pela startup. O empresário ainda cita como exemplo, a Região Sul do Estado onde existe a ‘rotação de culturas’, consideradas safras que mudam de bioinsumos e análises constantemente, "É necessário que haja pessoas que trabalhem entendendo a proposta a longo prazo. Saber qual bioinsumo será usado e qual a real necessidade do solo em cada safra", ressalta.

Reduzir os impactos dos agrotóxicos na agricultura é uma das principais dificuldades da ConnectBio, mas Alexandre Rieger destaca: "Os agrotóxicos seguirão sendo usados. É quase impossível seguir com as safras sem eles, mas aí entra o nosso papel, que é possibilitar por meio destas análises, a redução do impacto destes elementos". Outra questão que se destaca, são as oportunidades fornecidas pela empresa, como por exemplo, ter como diferencial os dados coletados da análise dos solos, considerado um ponto forte de pesquisa. “É uma pauta a longo prazo, visando a sobrevivência das safras, por meio da inteligência de dados, chamada Agricultura Sustentável”, salienta um dos idealizadores da startup.

Alexandre Rieger ainda faz uma avaliação sobre a situação atual e cita que existe uma dificuldade no mercado, já que os produtos tecnológicos possuem custos altos e é por meio deles que se chega à otimização de tempo, tornando o processo mais rápido e o trabalho com menos pessoas envolvidas. Como perspectiva para as próximas temporadas, ele comenta: duplicar ou triplicar o número de análises de solo que estão surgindo, assim como repassar para o setor de produção, novos produtos que gerem uma melhor qualidade de vida ao solo (mais saúde para a safra, alimentos e pessoas)”.

Outro papel da ConnectBio, é a conexão com outras startups do mercado nacional, voltado à Bioinsumos. O objetivo é reunir essas empresas para que dê certo modo, cooperem com o mesmo trabalho, já que cada uma lida com assuntos específicos neste campo.



Texto: Lucas Acosta/Estagiário de Jornalismo


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