Mestrado Profissional em Saúde Materno Infantil recebe visita técnica do COFEN Assessoria de Comunicação (ASSECOM)
11/03/2019

O Mestrado Profissional em Saúde Materno Infantil da UFN recebeu a visita técnica de dois representantes do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) para acompanhar as apresentações de projetos dos oito bolsistas do mestrado, que defendem as suas pesquisas em maio deste ano. Esta será a primeira turma que conclui, juntos, o programa de bolsas que tem parceria com a CAPES.

O encontro aconteceu na manhã de quinta-feira, 7 de março, e contou com a participação dos mestrandos e colegas, os representantes do COFEN, Valéria L. Lunardi e Joel Rolim Mancia, duas intercambistas da Alemanha, e a responsável pelos acadêmicos no Hospital Casa de Saúde.

A professora Dirce Stein Backes iniciou a conversa destacando que o índice de mortalidade infantil da cidade está com uma média de 6%, sendo que a média nacional é de 10%. Ela avalia que essa diferença se deve à atuação dos profissionais e às modificações nas práticas da enfermagem, propostas pelos acadêmicos do mestrado aos hospitais da região.

Durante o ano de 2018, os mestrandos trabalharam em cima da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), uma ferramenta teórico-metodológica, que se apresenta como um novo método científico para compreender e resolver problemas dos usuários de forma individualizada e contextualizada.

Os oito bolsistas apresentaram suas propostas para uma banca, que fez considerações acerca das pesquisas, e a partir deste momento, os mestrandos tiveram um ano para desenvolver os seus produtos.

O mestrando Daniel Soares Tavares é enfermeiro em uma estratégia de saúde da família no município de Sinimbu, e construiu um instrumento de histórico de enfermagem para a consulta pré-natal. 

Esta caracteriza a primeira, de cinco etapas, de aplicação do processo de enfermagem, onde o enfermeiro realiza o registro durante as consultas para qualificar e dar o seu diagnóstico de cuidado, seja para promover uma intervenção, seja para avaliar se esta surgiu efeito. 

“A minha dissertação focou na primeira etapa do histórico: a construção do levantamento de todas as informações necessárias para aquela primeira consulta. Ou seja, saber se a mulher tem pressão alta, diabetes, histórico de perda de filhos nos primeiros 7 dias de vida, se ela recebeu esquema vacinal completo, e até mesmo quais as condições de pele dela. Assim, com esses dados todos à disposição da equipe de enfermagem, a consulta deve ficar mais completa”, explica o mestrando.

O Mestrado Profissional se diferencia dos demais, pois para a sua conclusão, é necessária a construção de um produto final, além da dissertação. Já foram apresentados softwares, aplicativos, audiovisuais, cartilhas, protocolos, materiais didáticos, entre outros.

Também apresentaram seus projetos na manhã de quinta, as mestrandas Aline Medianeira Gomes Correa, Aline Dalcin Segabinazi, Ana Carolina Feldns, Caroline Pacheco Araújo, Fabiele Maurer, Luciana Molino e Viviane Flain. 

“Nós estamos muito satisfeitos com o que vimos, pois, o perfil desejado do egresso é a transformação da prática, e estas oito apresentações mostraram várias possibilidades de mudanças na prática, na enfermagem, na saúde e na qualificação da ciência da saúde aplicada à comunidade”, ressalta Valéria L. Lunardi, representante do COFEN.


Texto e imagens: Thayane Rodrigues / Estagiária Jornalismo


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