Francisco vai até os jovens do CEDEDICA Assessoria de Comunicação (ASSECOM)
10/12/2018

Uma oficina de futsal, de artesanato, de inclusão digital ou a apresentação de uma peça de teatro tem um significado muito maior do que parece. O CEDEDICA dá o sentido de que todos têm a mesma importância, escuta e fala.

É o que explica a psicóloga do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ediane Oliveira: ''O CEDEDICA é uma organização não governamental, que executa as medidas socioeducativas em meio aberto, medidas essas que são determinações do Juizado da Infância e da Juventude e os adolescentes que estão em conflito com a lei, são encaminhados para o Centro''.

Entre as medidas socioeducativas, estão as atividades que contam com diversas oficinas, entre elas oficina de futsal, cujo objetivo é buscar reinserção social do adolescente por meio da prática de esporte, a oficina de artesanato que instiga no adolescente a capacidade criativa na confecção de artesanato com materiais recicláveis, a oficina de inclusão digital que possibilita o acesso a práticas de informática, estimulando a inserção nas ações socioeducativas integrais e também a oficina de culinária, que possibilita- o a expandir práticas que possam facilmente ser reproduzidas em seu contexto familiar ou social.

Entre uma oficina e outras atividades, na tarde ensolarada de quinta-feira, 5 de dezembro, o espetáculo O Desapego de Francisco fez sua última apresentação em 2018. A história é sobre um jovem muito apegado aos seus bens materiais, e uma vida fútil. Tudo se modifica quando conhece uma ONG e outra realidade. Francisco dá uma reviravolta em sua vida e se torna uma outra pessoa.

O Desapego de Francisco, chegou no CEDEDICA, através do estudante de Direito e ator que interpreta o Francisco na peça, Alexandre Menezes Xavier: ''conheci o projeto em uma aula de Direito da Criança e do Adolescente”. Ele lembra que a coordenadora foi na sua faculdade explicar como era o CEDEDICA.

Isto serviu para que ele tomasse conhecimento – como Francisco – de outra realidade: “os jovens são menos abastados, moram mais afastados do centro, têm problemas na família, então como o nosso roteiro aborda diversas questões presentes no nosso cotidiano e no dessas pessoas achei bem pertinente para nós nos apresentarmos aqui, e como o projeto é levar o teatro para pessoas que não têm contato, isso torna muito bacana e funciona, é muito gratificante''.

Os olhares curiosos dos pais e filhos se transformaram em emoção no final da peça. As lágrimas caíam dos olhos da mãe de um jovem, Silvana 37 anos: ''é interessante o trabalho, por mais extensa que a peça seja, ela foi muito agradável, a história prende, esse tipo de trabalho é muito importante, o teatro ajuda bastante essa questão da ansiedade, seria interessante até oficinas com essa temática''. 

Já seu filho L., 17 anos, frisou a importância da história: ''a peça fala sobre questões atuais, mostrando que as vezes as pessoas não sabem de nada em relação ao seu futuro, veem algo e muda tudo''.

Já a jovem V, de 17 anos, assistiu uma peça de teatro pela primeira vez: ''foi muito emocionante, nunca tinha visto uma peça tão pertinho de mim, todo mundo prestou atenção, e por mais que a gente passe muitas dificuldades na vida pra tá aqui, tudo na vida dá pra tirar uma coisa boa é só prestar atenção''.

Então foi assim! Francisco cumpriu sua missão enquanto projeto de extensão da UFN em busca de seus propósito de levar a arte a cultura a quem não tem acesso, contando para isso com o financiamento da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Santa Maria, sempre com entrada franca.


Texto : Gabriela Gabbi, acadêmica de Jornalismo/UFN
Fotos: Zé Gonçalves, Laboratório de Fotografia e Memória/UFN


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