Estudantes aproveitam as férias para finalizar pesquisas nos laboratórios da UFN Assessoria de Comunicação (ASSECOM)
22/01/2019

Apesar do período letivo só retornar em fevereiro, e até mesmo os serviços de atendimento da Universidade Franciscana estarem funcionando em horário diferenciado devido às férias, a movimentação de alguns acadêmicos segue constante nos laboratórios da UFN.

Isso por que bolsistas, alunos de iniciação científica e mestrandos aproveitam a tranquilidade do período para finalizar ou dar segmento as pesquisas, especialmente os laboratórios do prédio 4, no Conjunto I da IES.

No Laboratório Escola de Análises Clínicas (LEAC), por exemplo, a residente de Biomedicina Pabline Tolfo está realizando exames moleculares para identificar a bactéria causadora da coqueluche, em amostras enviadas pelo Hospital Casa de Saúde. De acordo com o professor Huander Felipe Andreolla, tutor da residência, essa é a primeira vez que esse laboratório é aberto durante as férias, devido a parceria com o Hospital Casa de Saúde.

O LEAC recebe em torno de 20 amostras por semana, e o trabalho da residente de Biomedicina é realizar exames moleculares para detectar a bactéria da coqueluche em pacientes puérperas. Após o exame, o laudo é enviado para os médicos do hospital.

Já no Laboratório de Cultura Celular, a acadêmica do Programa de Pós-graduação em Nanociências, Roberta Rieffel, aproveitou as férias do curso técnico onde dá aula para utilizar o laboratório e dar continuidade à sua pesquisa. Ela, que defende sua dissertação em agosto de 2019, está realizando um teste de proliferação celular.

Roberta e seu parceiro de pesquisa adaptaram a ideia de um artigo e estão tentando padronizar o Teste de Scrach In Vitro com células da pele, um teste piloto utilizando uma nanocápsula de tucumã para a cicatrização de lesões cutâneas.

O teste é realizado a partir de um corte realizado em células da pele, que recebe tratamento a partir da nanocápsula de óleo livre. Para identificar a medida da proliferação, a acadêmica passa o dia no laboratório e, de duas em duas horas, leva o teste para o microscópio para analisar a reação da célula frente à lesão e ao tratamento aplicado.

“Eu optei por utilizar o laboratório durante as férias, pois como se trata de um teste longo e requer a utilização dos equipamentos quase que de hora em hora, a época é mais propícia para eu trabalhar. Então eu consegui conciliar as férias do trabalho e estou aproveitando para me dedicar à pesquisa”, explica.

Outros laboratórios que estão sendo utilizados é o Laboratório de Biologia Molecular e o de Biociências. O primeiro é ocupado pela Bolsista do Doutorado em Nanociências, Vivian Kishimoto, que está finalizando seus experimentos na área de genotoxicidade e microbiologia. 

No Laboratório de Biociências, os também bolsistas do Doutorado em Nanociências, Altevir Rossatto Viana e Katianne Wolf Krawczak, estão finalizando a pesquisa da acadêmica, que defende sua dissertação em março.

A pesquisa trabalha com produção e caracterização de nanoestruturas para a avaliação para fins estéticos, e enquanto a acadêmica dá continuidade no seu cronograma de trabalho, Altevir está lhe auxiliando na construção do perfil de toxicidade da nanotecnologia produzida.

Ainda no subsolo do prédio 4, a Mestranda em Nanociências, Carolina Rapachi Fortes, está aproveitando o laboratório para dar continuidade no seu trabalho com nanoemulações de óleo de canela. A bolsista conta que optou por utilizar o laboratório durante o período de férias, pois facilitaria a execução de sua pesquisa.

Ela conta com o auxílio da bolsista do Programa de Iniciação Científica, e acadêmica do 7º semestre de Engenharia Química, Gabriela Fruet, que vê no programa uma ótima oportunidade para aprender e se acostumar com a rotina do profissional. 

Por fim, no Laboratório de Química Analítica e Análise Instrumental, os acadêmicos de Engenharia Química, Higor Rodrigues, que está no 9º semestre, e Theodoro da Rosa Salles, do 3º semestre, participam de um projeto junto ao professor Cristiano Rhoden. Eles realizam experimentos com óxido de grafeno para a utilização em outras pesquisas, como na área da farmácia e, também, buscam novas sínteses do material.

Higor está no laboratório há mais de dois anos e já foi voluntário, monitor e, hoje, é bolsista do Programa de Iniciação Científica. Ele está treinando Theodoro, que deve assumir seu lugar após a sua saída. 



Texto: Thayane Rodrigues / Estagiária Jornalismo
Imagens: Mark Braunstein / Fotógrafo


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